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PEDAL NA ESTRADA

O Pedal na Estrada foi um grande projeto que nasceu de uma sede por mudanças e fez da mudança sua rotina durante anos. 


Ele nasceu movido pela curiosidade de Arthur Simões e pela vontade de conhecer e experimentar o mundo por si próprio. O projeto que começou apenas com uma grande vontade de viajar em pouco tempo se transformou numa ousada volta ao mundo de bicicleta, cujo objetivo não era apenas viajar, mas sim coletar informações sobre as diferentes culturas e tradições do caminho para enviá-las na forma de uma material didático para os estudantes brasileiros. Assim nasceu o Pedal na Estrada

Foram cerca de 10 meses entre a iniciativa de realizar esta aventura e o início da viagem, período em que todo o projeto foi estruturado e parcerias foram firmadas com escolas, ONGs e empresas que patrocinaram o projeto. 

Sobre o asfalto o Pedal na Estrada ganhou vida, enquanto Arthur pedalava cerca de 100 km por dia, milhares de estudantes brasileiros recebiam as informações dos locais por onde ele passava. Essa troca de experiências durou 3 anos e 2 meses, período em que Arthur permaneceu sem lugar fixo, mudando de um lugar para outro quase todos os dias. Com uma bagagem de cerca de 30 quilos, pedalou quase 40 mil quilômetros, passou por 46 países em 5 continentes, visitou centenas de cidades, conheceu milhares de pessoas, usou 15 pneus, diversas correntes, pastilhas de freio e viveu inúmeros encontros, desencontros, despedidas, descobertas, dúvidas, noites mal dormidas, medos, vitórias, sorrisos, choros, dois acidentes e muitos aprendizados. 

Enquanto realizava este projeto Arthur viveu um dos períodos mais intensos de sua vida e ao concluir sua grande viagem ele sabia que já não era a mesma pessoa que havia começado a jornada. Com seu retorno foi hora de transformar toda aquela imensa experiência em algo palpável, dessa iniciativa nasceu o livro O Mundo ao Lado, que conta toda a trajetória, dificuldades e conquistas deste projeto, assim como nasceram exposições fotográficas e também o amor pela fotografia, que se transformou numa das principais ocupações de Arthur.